sexta-feira, 22 de março de 2013

Amigas

Que saudades que tenho das minhas, pá...


Tenho e sempre tive uma ligação muito especial com os meus amigos. Apesar de ter amizades muito bonitas com rapazes, nestes últimos dias têm-me feito especial falta as minhas amigas. Raios. Sinto falta de tanta, mas tanta coisa junto delas. Estou habituada a ter por perto gente que não julga, que ri à gargalhada e que não se importa de ficar sentada durante várias meias horas, só a ouvir. E que sem julgamentos, dá opiniões que de facto interessam e ajudam em algo. E pessoas que também não se poupam quando é para passar tardes a fazer estupidez ou coisa nenhuma, só porque lhes apetece. Raios. Tenho saudades de ouvir a voz delas ao telefone.

"Olha, onde estás? Ah. Era para ver se querias vir até aqui. São só 10 minutos. Não podes? Mas o que é que tu andas a fazer? Oh anda lá. Fumamos um cigarrinho e depois vais à tua vida. Que puta que tu és às vezes também...Ah. Assim está bem. Aparece aí assim que puderes. Se eu não te abrir logo a porta, esperas. Devo estar no banho."

"Está? Então, como estás my love? Olha, tenho que te contar uma coisa, mas tem que ser agora. Tens que te pôr aqui em menos de 5 minutos. Já disse, põe-te a mexer, oupa."

"Já te disse que és melhor que ele. Não sei o que é que ainda andas a fazer com esse gajo. E confessa lá, tu és da mesma opinião que eu..."

"Olha não sei o que faça. O que é que achas? Oh, mas a sério dá-me a tua opinião (...) Eu pedi-te uma opinião e não uma aula de moral MEU NOME COMPLETO...Ai. Achas? Se calhar tens razão..."


Raios.

Quem tem amigas como as minhas, tem tudo. Disso tenho a certeza.
Há uns anos atrás, tínhamos a mania de nos imaginarmos nos casamentos umas das outras. Felizes, todas (pelo menos) comprometidas com os homens das nossas vidas, e a dar cabo das garrafas de champanhe no casório. Na altura era uma coisa engraçada (talvez por estar ainda num futuro distante, e no meu caso muito especialmente). Hoje em dia, ainda é assim. Também esperamos ansiosamente que uma decida ter putos. Vamos ser as "tias" preferidas, de certeza. E tenho também a certeza de que todas vão fazer o mesmo esforço que eu. VOU MIMÁ-LOS COMO SE FOSSEM MEUS.

Raios.

Tenho mesmo saudades delas.


quinta-feira, 21 de março de 2013

Eu sei, eu sei

Eu sei que ando ocupada.
Não tenho tido tempo para quase nada, ando a comer mal, a dormir não muito melhor, não falo com a família há alguns dias e os meus fins-de-semana, apesar de trazerem sempre alguma descontração, têm sido sempre com trabalho à mistura.
Mas se tudo correr bem, daqui vão sair coisas boas :)

Vamos lá levar o dia com positivismo. Muita calma nessa hora e amor nessa alma!

Fables, The Dodos


M.

terça-feira, 19 de março de 2013

Pela saúdinha dos meus sentidos #7

Existe uma linha que separa música de muito boa música.

Os Beirut deram cabo dessa linha há alguns anos atrás para mim, e ainda são das muito poucas bandas que me deixa de coração pequenino de cada vez que oiço.
Existem algumas imagens que me passam pela cabeça, esteja eu onde estiver, quando isso acontece. Geralmente incluem uma mão cheia de gente boa, um cigarro à janela e a vista sobre os telhados de uma cidade da qual sinto muita falta.
Sabe muito bem saber que o vivi.

Goshen, Beirut

Elephant Gun, Beirut

Tenham uma boa noite!
M

Não tenho mais razões p'ra me queixar

E é verdade, não tenho.

Apesar de toda a gente ter os seus dias de resmunguice, em que só apetece reclamar de tudo e de mais alguma coisa e em que tudo parece estar fora do sítio, há sempre um momento em que isso tem que parar. Há que pôr isso lá atrás e começar a encarar os dias com uma cor diferente.

Caramba, lidar com pessoas negativas todos os dias é cansativo. E enerva!

Sim, já sabemos que a vida é injusta, que um doutorando trabalha muito, que é muito chato quando as experiências não resultam, quando o tempo está mau, a neve é muita e a comida não está na temperatura certa.

Mas sabem que mais?? São pessoas saudáveis, com um emprego, privilegiadas o suficiente para o terem escolhido (ninguém vos obrigou pois não???) e têm as contas pagas. Por isso, também não têm razões para se queixar, de todo.

Apenas uma pequeníssima parte dos meus amigos está em situação profissional semelhante à minha. Todos os outros, estão a fazer aquilo que não estava nos planos, simplesmente. Nem nos deles nem dos dos pais deles, que em grande parte dos casos muito se esforçaram para lhes dar a melhor educação. No entanto, todos eles vão arranjando maneiras de se desenrascar, quer seja a dar explicações ou em pequenos empregos em part-time, enquanto se desdobram em candidaturas a programas, empregos em companhias, entrevistas e formações. E nunca, mas NUNCA, os vejo a referir o assunto por mais de 5 minutos em qualquer conversa que tenhamos. E o assunto é sempre substituído por outro que certamente nos faz soltar uma gargalhada. Gosto de ter por perto pessoas que encaram a vida com positivismo, apesar das dificuldades. E gosto muito dos meus amigos. Não só por isso, mas também.

Quando me deparo com os dramas das vidas destes infelizes com que aqui ando, dá-me pena. A vida deve ser difícil de levar a cabo para eles, a sério.

Deixem-se de MERDAS! Isto passa num instantinho. É para trabalhar, trabalhem. É para viver, vivam. Não fui sempre assim, mas tento cada vez mais esforçar-me para o ser, e não consigo achar que um dia me vou arrepender.

Ora tomem lá p'ra ver se passa:


Tenham um resto de bom dia e levem-no com calminha, sim?
M.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Hoje não vou...

Enervar-me nem chamar nomes às pessoas baixinho;
Dizer palavrões (mesmo que para dentro);
Beber mais de duas chávenas de café;
Para casa sem passar duas  horinhas no ginásio (ando a portar-me mal);
Dormir sem ler 3 capítulos do livro que ando a tentar despachar desde que vim de férias (em Janeiro, valha-me Deus...e isto só se deve a falta de tempo porque o livro é um espectáculo).


A ver se isto corre bem...


Make it count!



Digam isto a vocês mesmos quando acordarem e se aperceberem que é Segunda-feira outra vez (eu vou tentar...).
Boa semana!
M.

P.S.: Andei a mudar de roupa ao O Blogue daquela tipa. Ainda não morro de amores, mas apeteceu-me. Assim que tiver mais tempo, trato de o pôr como deve ser.

domingo, 17 de março de 2013

Pela saúdinha dos meus sentidos #6

Olha outra.
John Mayer Trio, Out of my mind. Apesar de também não morrer de amores por ele (de todo mesmo), enquanto estava no laboratório hoje, e no meio de uma playlist que estava a ouvir, apareceu-me isto.
Valha-me minha nossasenhorinha....esta guitarra...



Tenham um bom Domingo!
(Continuo à espera de respostas aos meus posts de ontem sobre a felicidade e os sonhos...).
M.

Pela saúdinha dos meus sentidos #5

Estou apaixonada por esta versão da Let me roll it do Paul McCartney, interpretada pela Fiona Apple (Da qual não sou especial fã, mas que aqui, c'um caraças. Que me desculpe o Paul McCartney, mas gosto mais desta versão do que da original).


Muito bluesish como eu gosto e com um groove que me faz querer ter filhos dela, porra.
(video da actuação dela no Late Night with jimmy Fallon, no ano passado)

Mas, Sir McCartney é Sir McCartney, e só para não haverem coisas fica aqui o vídeo de uma das actuações dele também (continua a ser do caraças, pronto)

 

M.

sábado, 16 de março de 2013

Um dia tenho mesmo que...

(sem qualquer tipo de ordem específica)


  • Viver num país tropical (que coincidência esta ser a primeira...as temperaturas negativas andam a fazer-me disto. Não precisava de ser eternamente também, mas é uma experiência à qual me gostava de sujeitar)
  • Visitar cada um dos 6 continentes (políticos, que é para não haver cá confusões: América, Europa, Ásia, África, Oceania e Antártida)
  • Fazer um intra-rail em Portugal (raios, ando para fazer isto há anos e está-se sempre a adiar)
  • Fazer uma road trip pelos Estados Unidos
  • Viver em São Franscisco pelo menos durante 6 meses (depois de um amigo meu ter lá vivido, ando com o bichinho por experimentar esta cidade)
  • Visitar Nova Iorque e ir ao topo do Empire State Building
  • Ir à Escócia (ainda gostava de descobrir se o kilt se usa mesmo sem nada por baixo ou não...mas provavelmente nunca vou saber)
  • Regressar à Croácia (raismeparta se não o faço)
  • Visitar a praça vermelha, em Moscovo
  • Ir a Tóquio
  • Visitar a Grande Muralha da China
  • Visitar Moçambique, com o meu pai
  • Visitar a Austrália (e tentar perceber qual a quantidade de cangurus que, de facto, existe por lá)
  • Conduzir um Fórmula 1
  • Ser mãe
  • No seguimento do anterior, ser avó
  • Publicar um artigo na Nature (coisa pouca...)
  • Voltar a viver em Portugal e se possível, criar os meus putos lá (que me perdoem os estrangeiros. Mas não existe nada que se compare àquele nosso cantinho da Europa, no que toca a imensa coisa, uma delas e muito importante, a alegria e forma de encarar as piores merdas que se possam imaginar. E uma humildade que geralmente vem de dentro. Qual fado, qual quê?! Aquilo chama-se sentimento).
Fui!
Tenham um bom sábado, que o meu vai ser passado a trabalhar.
M.

Isto da felicidade e dos sonhos é do caraças...

Desde há uns tempos, e a propósito de algumas situações que se vão passando aqui no nosso dia-a-dia, que eu e um amigo discutimos a temática da felicidade e dos sonhos. 

Mas afinal, o que é que nos faria realmente (mas MESMO) felizes? E quantos sonhos ainda temos por realizar? Será que depois de os realizarmos, vamos sentir que somos pessoas mais completas?

A minha resposta a cada uma destas perguntas é sempre a mesma. Não sei. Eu sei de muitas coisas que gostaria de fazer/ter, sei que isso me deixaria extremamente feliz (acho), mas é-me impossível saber qual o meu verdadeiro limite no que toca a felicidade. Primeiro, porque na minha opinião, o ser humano nunca é totalmente realizado, e no caso de um ser humano ambicioso, atingir a plenitude e a satisfação (diga-se felicidade (?)), são coisas extremamente complicadas. Segundo, porque todas estas coisas dependem da situação em que as pessoas se encontram em determinado momento das suas vidas, e a vida dá muita volta. Muita volta mesmo. E por isso, nós e as nossas ambições/sonhos/ideia de felicidade também mudamos. 

Também na minha opinião, os sonhos são uma das melhores e das piores coisinhas que se pode ter. Calma. Melhor, porque se não fossem os sonhos, nunca saíamos da cêpa torta, como se diz na minha terra. É por sonharmos e querermos mais para nós e para as nossas vidas, que de facto temos o impulso, e ganhamos a coragem para as fazer. A pior, porque nos podem também levar à angústia e à frustração de não os vermos realizados. Uma das coisas que mais me assusta quando penso na velhice, por exemplo, é olhar para aquilo que vivi e achar que podia ter feito muito mais. Sentir-me pequena e insatisfeita. E isto é uma merda.

(Quem me estiver a ler neste momento vai achar que somos uns insatisfeitos, resmungões, que estamos de mal com a vida e que não regulamos muito bem das ideias. É verdade. Mas também não é assim todos os dias...)

Por exemplo. Eu tenho 24 anos, e desde muito nova (praí desde os 12 anos) que sonhava em viver no estrangeiro. Nessa altura não fazia a mínima ideia do que ia ser quando crescesse, e a que estrangeiro me referia exactamente. Lembro-me de sonhar com Tóquio e Nova Iorque. Na altura queria ser professora de matemática (Valha-me Deus. Não que haja alguma coisa de errado com isso, mas a vida dá muita volta mesmo. E o que é que uma professora de matemática iria fazer para uma destas cidades?!?...). Não fazia ideia que aos 15 me ia dar na cabeça para seguir por caminhos científicos nunca antes navegados, e que aos 17 me ia apetecer estudar Bioquímica, e que aos 22 me ia dar para estudar Neurobiologia e que ia gostar daquilo como o raio. De facto, realizei o meu sonho. Vivo no estrangeiro e a fazer aquilo de que gosto muito. Nesse sentido, e na opinião de grande parte das pessoas que me conhecem, isto é aquilo a que se chama "living the dream". Mas então depois, quando estou a viver o sonho, apercebo-me de que existem milhentas coisas que ainda tenho que fazer, e que acho que se não as fizer, isto no final é capaz de ter um sabor bastante amargo. Que raio de inquietação estúpida.

Apesar disto tudo, existe uma coisa que me sossega o espírito. E que é também só uma opinião. Todos nós somos diferentes, e todos nós a partir de certa altura temos a capacidade (e eu espero que faça bom uso da minha) de definirmos quais são as dimensões que fazem parte da NOSSA felicidade. O que nos deixa mais felizes. Seja a carreira, a vida familiar, o amor, a paixão, a liberdade, entre muitas outras. Cabe-nos a nós, em determinada altura da nossa vida, definir o que realmente importa. E definir também quantas destas dimensões queremos incluir ao longo da nossa vida, onde e com quem.

Pronto, é isto (caramba, que isto foi um post daqueles que me deixou os pirolitos a dar voltas. Espero que a vocês também).

E eu não era para fazer isto, mas vou. Está aqui o primeiro desafio do blogue (Detesto o nome rúbrica. E não me venham dizer que este nome não é muito melhor, porque é). E o primeiro tem como tema "Um dia tenho mesmo que ...".

É só porque gostava de perceber de que são feitos os sonhos de pessoas diferentes, e quantas ideias diferentes de felicidade podem existir (deixem-se de vergonhas, que eu tenho visto as estatísticas do blogue. Já não tenho 0 leitores. São praí uns 5). Pá, podem ser coisas pequenas ou grandes, coisas que gostassem de ter, ou de fazer, viagens, profissões, etc etc...
Contem-me tudo. Comentem ou se se sentirem tímidos, enviem mail para oblogdaquelatipa@gmail.com, vá. 


Eu vou ser a primeira, no post seguinte.

sexta-feira, 15 de março de 2013

Aquele dia da semana da felicidade...

Pronto, está feito. Já me encontrei com a senhora minha chefe, já lhe mostrei os resultados que me pediu, já tenho trabalho que me dá para os próximos 4 meses (Mas que tenho que apresentar dentro de 3 semanas. É sempre a mesma merda.), gostou muito sim senhor, e já toda a gente se pôs a andar daqui para fora, excepto eu. Mas não quero saber, porque é sexta-feira. 



Eu espero...

Depois de uma manhã absolutamente de loucos, quase uma hora depois do combinado, cá estou eu à espera da chefe.
Vim de casa com gráficos, planos de experiências e uma apresentação que ainda ia a meio, a latejar na cabeça. Andei entre o computador e o laboratório em intervalos de 15 minutos, durante as últimas 7 horas. Almocei em menos de 10 minutos, comi uma sandes e uma maçã. Foda-se. 



Amanhã vou...

Acordar bem disposta, tomar um pequeno-almoço como deve ser, ler o jornal antes de sair, ir nas calmas para o trabalho, trabalhar de forma produtiva, almoçar, trabalhar mais, ter uma reunião com a chefe, fazer um brilharete na reunião, trabalhar ainda mais, planear o trabalho para o fim-de-semana, ligar a um amigo para ver onde se vai jantar, voltar a casa, tomar um banho, escolher o que vestir, vestir-me, maquilhar-me, e voltar a sair. Jantar com o pessoal, beber um copo, rir, fumar um cigarro, beber mais um copo e rir ainda mais, sair para a baixa, escolher onde ir, ir, dançar, rir ainda mais se possível, conhecer o homem da minha vida para depois perceber que se calhar não é. Começar a beber água. Acabar a noite com os amigos do costume e ir para casa de sorriso na cara.


Ou se calhar não vai ser nada assim.
Boa noite e façam o favor de ter uma sexta-feira espectacular!


quinta-feira, 14 de março de 2013

Pela saúdinha dos meus sentidos #4

Eu e o Jimi.
É assim que se está por aqui.



Esquisitices

Sou eu a única pessoa que adora ir ao supermercado??

Se existir por aí mais alguém que me diga, porque quando sinto que isto me dá gosto, também sinto que não bato muito bem da cabeça...