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quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Upgrades domésticos #2


Esta coisa tem uma ventosa na parte de baixo, que se cola à mesa da cadeira onde o A. come. Abençoada seja. 
A manutenção disto é obrigatória porque, escusado será dizer, acaba cada refeição coberto de sopa e nojento pegajoso. Nada que água e sabão não resolvam. Mas adiante. Isto tem tornado todo o processo de "brrum, bruuuum, aí vem um camião, olha a sopinha" e "tch-tch-tch-tch-tch, olha agora um helicóptero" muito mais fácil. Os diferentes elementos são giratórios e fazem barulho, o que deixa o miúdo fascinado. 

Antes de ter um filho não imaginava o quão mais fácil o dia-a-dia dos pais se torna, graças a estas pequeninas coisas. Achava que era absolutamente supérfluo ter uma coisa destas, entre muitas outras coisas. Hoje em dia, penso de maneira completamente diferente. 

Pronto, não vos estou a dar uma informação que vai mudar a vossa vida nem que vos vai salvar do infortúnio de terem sopa a voar até ao móvel mais próximo (agora, só de vez em quando). Não. Mas achei por bem espalhar a boa nova. 



quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Ando aqui arreliada com uma coisa...

Como é que eu explico ao meu homem, sem parecer uma besta consumista, que é normal tirar do closet a roupa de Verão e substituir pela de Inverno? E que quando chegar o calor, o processo se vai repetir, mas inversamente? 

Uma pessoa não pode ter todo um amontoado de t-shirts e tank tops enfiadas no meio dos casacos e das jumpers (que chique, três estrangeirismos numa frase só). Faz-me confusão às vistas, e para além disso, é contra-producente. Se eu já perco mais de 20 minutos para decidir o que vou vestir quando aquilo está devidamente organizado...

Ele liga tanto a estas coisas como eu a figos maduros, mas o espanto dele quando me vê a fazer isto,  ainda me faz sentir culpada até à última camisolinha de malha que mora no meu armário. Oh! (estalar de língua) Tenho lá culpa que a roupa dele caiba quase toda na minha gaveta das cuecas... 

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Nem quero acreditar

Fiz o homem feliz com um prato de frango grelhado com muitos legumes cozidos.

É tão bom ver o que a miúfa (medo, medinho, mariquice) faz a uma pessoa. 

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Eu vivo com uma pessoa doente

Há três dias que o homem acha que vai morrer. Tudo começou com uma dor na barriga, do lado esquerdo. A minha primeira reacção quando ele me disse o que sentia foi: "Oh! Isso são gases, não stresses". Entretanto a dor não passou, e ele começou a ficar cada vez mais preocupado. Mas tipo, paranoicamente preocupado. Devorou sites sobre o assunto (que é só aquilo que nunca se deve fazer), começou a falar em dinheiro, e no que poderia acontecer comigo e com o miúdo caso ele morresse. Tirou três dias de baixa para estar em casa a pensar no assunto (não foi para mais nada, porque a dor que ele sentia era apenas um leve incómodo). Abraçou-me mais vezes nestes três dias do que numa semana inteira, e disse-me muitas vezes que eu era uma super mãe, que gostava muito de mim e do nosso filho, que tinha orgulho em mim e no que temos. Teve pelo menos três episódios de pânico, em que um "Eu sou tão novo, porquê eu??" lhe saiu em tom de desespero, enquanto lavava a loiça do jantar.



Os homens são tão maricas.






Entretanto já foi ao médico, já tratou de fazer análises e está agora à espera dos resultados. Está também a antibiótico, para tratar a suposta infecção que lhe causa dor abdominal. Está com um certo orgulho que eu não percebo muito bem, no facto de ter acertado no diagnóstico. Na verdade não era difícil. Ele descobriu na net quase tudo o que era possível ter na região abdominal causado por aquele tipo de dor. Parabéns.


terça-feira, 18 de novembro de 2014

Upgrades domésticos #1

Comprámos finalmente um parque cá para casa. Alé-fucking-luia!

Acabaram-se as tentativas de roer tudo o que são cabos de electricidade,  de comer as franjas dos tapetes e de me dar cabo de todos os objectos de decoração de que eu tanto gosto quando viro costas, meu menino.

Na verdade, parte-me o coração ver-te aí dentro...

Ir à casa-de-banho sem medo que consigas chegar onde não deves naquele espaço de tempo tão curto, é altamente.